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Agro é tec, agro é tox

  • Foto do escritor: Arnaldo dos Reis Santos
    Arnaldo dos Reis Santos
  • 9 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura


Uma propaganda na TV aberta enaltece o agronegócio brasileiro e com isso somos estimulados a nos orgulhar do nosso empreendedorismo, do desbravamento de fronteiras que logo irão alimentar nossa população e trazer divisas ao país via exportação de grãos e proteína animal.


Esse é o raciocínio imediato que qualquer cidadão (sim aquele homem ou mulher da cidade, eu e você) é levado a pensar e aceitar como algo muito bom. Mas como tudo tem seu preço, esse tal de agronegócio está nos custando caro na forma de deterioração do meio ambiente.


Lá vem você com esse papo? Pois é, não sou contra o agro. Temos sim que aproveitar a riqueza da terra, mas sem destrui-la, sem esgotá-la, sem exauri-la ao impor monoculturas sem o necessário “descanso” da terra. Sim a terra também precisa de descanso.


Alguns agricultores já eliminaram as chamadas safrinhas com o objetivo de dar essa pausa. Outros intercalam tipos de plantação para repor os nutrientes retirados por certas monoculturas.


Precisamos plantar e produzir mais e mais pois a população urbana não para de crescer. Mecanizar a lavoura em grande escala parece ser a solução. Os Estados Unidos da América e a Europa deram o exemplo.


Entretanto a monocultura cria um desequilíbrio ecológico. Os pássaros, predadores naturais das larvas e insetos, fogem para se alimentarem de variedade de frutos, larvas e insetos além de fazer seus ninhos nas árvores. O Resultado é a proliferação de larvas.


A monocultura precisa eliminar essas larvas devoradoras de folhas. Bom, veneno mata, não é? Então basta aplicar veneno nas plantações para maximizar a produtividade.


E é esse o problema da lavoura de hoje. O veneno mata não somente os insetos, mata todos os animais e insetos remanescentes como mata também o ser humano que habita a monocultura e as cidades próximas.


A contaminação vai além dos 50 centímetros de terra arada. Os venenos aplicados vão contaminando terra abaixo e terra acima. A água evaporada vai para as nuvens e contamina outras áreas ainda não devastadas. A água da chuva desce terra adentro que contamina o lençol freático.


E daí? diria algum idiota. Pois é, estamos construindo nossa própria extinção. A monocultura precisa de muita água e os agricultores fazem uso indiscriminado da água dos rios e do lençol freático. Sem dar o tempo necessário à recuperação, a água acaba e a terra se torna árida e infértil. O que resta está contaminado de herbicidas.


A ausência de florestas muda o clima.


A mudança climática ocorre na forma de aquecimento, tornados, furacões, frio intenso só para ilustrar.


Os mesmos americanos e europeus que aboliram por legislação os agrotóxicos identificados como nocivos ao ecossistema, nos forçam a adotá-lo nas lavouras que fomos estimulados a plantar para alimentá-los.


O Brasil tem terra de sobra para isso. Será? Já destruímos os pampas do Rio Grande do Sul, já açoramos os rios. Bora para o Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás e Tocantins.


A reportagem levada ao ar pela TV Senado denuncia essa burrice de forma simples que até mesmo eu que nada entendo de agricultura consigo concluir que vai dar ruim.


E você o que acha disso?


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